CONAN, O BÁRBARO - UMA SANGRIA DESATADA
Eu, particularmente não curto filmes onde há uma sangue jorrando pra todo lado sem nenhum propósito, a não ser: jorrar sangue...rs...Tem que haver um contexto.
Confesso que quando ouví que Conan, O Bárbaro iria ter um remake, fiquei curiosa. Como seria Conan nos dias atuais? Será que sua espada brilharia tanto a dar inveja a personagens de Jornada nas Estrelas?
Achava difícil alguém fazer um remake de um filme cujo personagem foi tão marcante lá em 1932. Quando veio aquela outra versão horrorosa que só passa no SBT de Conan na pele de Arnold Schwarzenegger, já achei um desastre. Então, óbvio a atual seria algo tipo cine trash...De toda forma, decidí assistir, esperando quase nada do filme, até por ser em 3D...
Basicamente a história é a mesma: a perseguição contra aqueles que devastaram sua aldeia. No entanto, cada detalhe do filme nos faz pensar: " O que que é isso?"...
Primeiro a cena patética, onde a mãe de Conan dá a luz ao menino em meio a uma batalha gigantesca. Ninguém se aproxima dela, apesar de todo mundo estar morrendo em volta. Ok...não trata-se de a vida como ela é, mas substima nossa capacidade de não se preocupar com aquele detalhe já que estamos diante de ficção...
Khalar Zym interpretado por (Stephen Lang), que atuou em Avatar e Conspiração, é um conquistador em busca de um artefato sobrenatural que assassina todo mundo na aldeia onde o pequeno Corin (Conan) presencia a morte do pai.
Anos mais tarde, Conan (Jason Momoa) cresce e se torna um guerreiro letal, com barriga tanquinho, queimado do sol e felizmente ao contrário de Arnold Schwarzenegger que usava chapinha... com cabelos crespos fazendo tudo o que precisa para sobreviver em um mundo que parece resumir-se em luta, bebida e mulheres. Ele vira praticamente um Robin Hood sem camisa.
Marique, interpretada por Rose McGowan que atuou em Pânico e Dália Negra, aparece no filme como uma mulher má que precisa do sangue de uma mocinha virgem para trazer sua mãe de volta e perpetuar o mal. E aí no meio de tantos diálogoso horríveis, de atuações piores ainda surge a tal mocinha pura, uma sacerdotisa de nome Tamara (Rachel Nichols) que faz o gênero "Que bruto!!!", mas no íntimo diz "Que homem é esse, meu Deus?" Seu texto tentou fazê-la parecer esperta, porém ao meu ver, ficou uma verdadeira imbecil.
Enfim, o texto de Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer e Sean Hood é ridículo, aliás, muito ruim mesmo. Em meio a uma pancadaria sem fim sem nenhum motivo, não escapou nem os modelitos usados no filme. Aliás, um festival de horror! O sobrenatural realmente ficou perdido no longa e nem a cena de sexo entre a sacerdotisa e o Conan deu um up no filme, já que Conan pareceu mais um menininho inexperiente.
Mas a pergunta que não quer calar é: "Pra que ser em 3 D mesmo?" Daria pra assistir o filme inteirinho sem colocar aqueles óculos, que na boa...odeio. Enfim...Não vale a pena assistir, não mesmo... E se bater aquela vontade, melhor correr até a locadora e pegar a versão original de 1932, ou sei lá...na pior das hipóteses, dar boas risadas com a escovinha de Arnold...
De toda forma, não esqueça a pipoquinha.
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